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Microsoft Entra B2B, B2C e Cross-Tenant Synchronization: entenda as diferenças e quando usar cada modelo

  À medida que as organizações adotam ambientes multicloud, aplicações SaaS e estruturas corporativas distribuídas, a identidade deixa de estar limitada aos funcionários de uma única empresa. Clientes precisam acessar aplicações. Fornecedores precisam colaborar em projetos. Empresas do mesmo grupo precisam compartilhar recursos. Subsidiárias podem possuir tenants Microsoft Entra separados. Apesar de todos esses cenários envolverem identidades externas , eles não são a mesma coisa.  Dentro do ecossistema Microsoft, três conceitos costumam gerar bastante confusão:  Microsoft Entra B2B,  Microsoft Entra External ID para cenários B2C e  Cross-Tenant Synchronization. Os três trabalham com identidades externas, mas possuem objetivos, arquiteturas e casos de uso diferentes. Microsoft Entra B2B: colaboração entre empresas O Microsoft Entra B2B (Business-to-Business) foi criado principalmente para permitir que uma organização colabore com usuários de outras organizações...

Microsoft Places e Floor Plans | Como configurar a solução de gestão inteligente de ambientes físicos dentro do Microsoft 365


Quando falamos em transformação digital, ainda é comum limitar a discussão a sistemas, nuvem e automação. Mas existe uma camada estratégica que muitas organizações ainda negligenciam: o próprio espaço físico. Digitalizar e estruturar esse ambiente é o que permite evoluir de operação tradicional para uma experiência realmente inteligente.

O Microsoft Places é uma solução da Microsoft voltada para gestão inteligente de ambientes físicos dentro do Microsoft 365, que surge como uma evolução da forma como empresas lidam com escritórios híbridos, ocupação de espaços e experiência do usuário no ambiente corporativo.

Na prática, o Places conecta dados de calendário, salas do Exchange, presença de usuários e localização física para criar um “mapa vivo” do ambiente de trabalho. Isso permite, por exemplo, entender quais dias o escritório está mais cheio, sugerir melhores dias para equipes irem presencialmente, facilitar a reserva de salas e até mostrar onde colegas estão sentados. Ele não é só sobre reserva de sala, é sobre otimizar o uso do espaço e melhorar a colaboração em ambientes híbridos.

Já as chamadas “plantas planas” são basicamente representações bidimensionais de um ambiente físico. Pense na planta de um prédio vista de cima, como aquelas usadas por arquitetos. Elas mostram paredes, salas, portas e divisões, mas sem profundidade ou interatividade.

Essas plantas podem existir em formatos simples, como imagem (PNG, PDF), ou mais estruturados, como arquivos CAD. Sozinhas, elas são apenas visuais estáticos. 

Vamos começar no básico: Você precisa garantir que suas salas são Room Mailboxes corretamente criadas (caso não tenha configurado seu ambiente, vale a pena uma olhada no post https://www.clouding.blog/2025/01/como-realizar-configuracao-do.html).

Conectar no ambiente (PowerShell)

Tudo do Places hoje ainda gira muito em PowerShell. Para dar inicio nessa implementação, você irá precisar do PowerShell 7.0 (para instalação, siga a documentação oficial (Instalar o PowerShell 7 no Windows - PowerShell | Microsoft Learn).

Importe o módulo do Exchange usando o comando Import-Module ExchangeOnlineManagement e conecte-o usando o comando Connect-ExchangeOnline.

Instale o módulo do Microsoft Places com Install-Module MicrosoftPlaces -Force e importe usando Import-Module MicrosoftPlaces. Garanta que o Get-PlacesV3 esteja instalado para continuar a configuração e use o Get-PlaceV3 -Type Building para obter a ID de cada prédio configurado em seu ambiente.

Conecte no Places usando Connect-MicrosoftPlaces (isso abrirá uma janela para autenticação de administrador).

Habilite o App Web do Places (Public Preview), usando Set-PlacesSettings -EnablePlacesWebApp $true e habilite o Localizador de Salas/Locais (Places Finder) com Set-PlacesSettings -EnablePlacesFinder $true

Todos os comandos acima se encontram no repositório powershell_scripts/Microsoft/Microsoft Places/floor_plan.ps1 at main · iamjrbro/powershell_scripts



Após a definição da arquitetura e dos serviços envolvidos, entra uma etapa essencial, e muitas vezes subestimada: a criação dos mapas dos prédios que serão incorporados à solução. Esse processo não se resume a desenhar plantas, mas sim a estruturar digitalmente o ambiente de forma que ele possa ser interpretado, navegado e integrado com outras tecnologias. Nesse momento, existem dois caminhos possíveis.

O primeiro é trabalhar diretamente com a documentação oficial disponível, a qual demanda configuração dos edifícios em pacotes GEOJSON (se optar por esse caminho, o passo a passo pode ser encontrado em 
Microsoft Places overview - Microsoft Places). O segundo, mais estratégico, é utilizar uma plataforma especializada que acelera e potencializa esse processo. Foi nesse ponto que a escolha pelo Mappedin fez diferença.

A utilização do Mappedin permitiu transformar plantas estáticas em mapas interativos e inteligentes. Ao invés de apenas representar visualmente o espaço, a plataforma possibilita a criação de um modelo digital completo do ambiente, onde cada elemento — salas, corredores, etc — passa a ter significado e contexto dentro da solução. Além disso, a plataforma integra com o Microsoft Places, o que facilita a integração dos mapas substituindo todo processo de desenvolvimento dos arquivos JSON e importação dos pacotes GEOJSON utilizando PowerShell.

Ativação do Places e implementação para os colaboradores

O Microsoft Places não aparece diretamente integrado ao calendário do Microsoft Teams ou do Microsoft Outlook como uma funcionalidade nativa. Ele funciona como uma aplicação separada dentro do ecossistema Microsoft 365, que precisa ser implantada para os usuários.

Para realizar a implementação, acesse o Centro de Administração da Microsoft com uma conta de administrador global. Dentro do portal, navegue até Configurações, depois Aplicativos integrados e, em seguida, Aplicativos disponíveis. Localize o Microsoft Places na lista.

Ao selecionar o aplicativo, escolha a opção de implantação. Em seguida, defina para quais usuários ou grupos a aplicação será disponibilizada. Após configurar o escopo, conclua a implementação.

Depois disso, o aplicativo ficará disponível para os usuários selecionados, permitindo o uso das funcionalidades de gestão de espaços e ambientes físicos dentro da organização.







Após essa configuração, é necessário que o colaborador adicione o Microsoft Places em suas aplicações.

No Outlook, siga para Aplicativos, procura pelo Places e adicione. O mesmo processo deve ser realizado no Teams.



O Microsoft Places, combinado com Floor Plans traz um avanço significativo na forma como empresas gerenciam seus ambientes físicos, transformando o escritório em um espaço inteligente, orientado por dados e integrado ao fluxo de trabalho digital.

No entanto, a implementação exige entendimento técnico, preparação adequada e, principalmente, alinhamento com as capacidades atuais do tenant. Com a estrutura correta e os mapas bem configurados, o Places deixa de ser apenas uma ferramenta de reserva e se torna um verdadeiro sistema de gestão do ambiente de trabalho moderno.



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