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Scope Tags no Microsoft Intune: como segmentar administração sem criar múltiplos tenants
À medida que o Microsoft Intune se consolida como a principal plataforma de gerenciamento de endpoints, um dos desafios mais comuns em ambientes corporativos é separar responsabilidades administrativas sem fragmentar o ambiente. É exatamente nesse ponto que entram os Scope Tags, um recurso muitas vezes subestimado, mas essencial para governança, delegação segura e escalabilidade operacional.
Scope Tags não controlam acesso a dispositivos nem a usuários finais. O objetivo deles é exclusivamente administrativo: definir o que cada administrador consegue ver e gerenciar dentro do Intune. Isso permite que múltiplos times operem no mesmo tenant sem interferir uns nos outros.
O que são Scope Tags na prática
Scope Tags funcionam como rótulos administrativos aplicados a objetos do Intune, como dispositivos, políticas, aplicativos, scripts e perfis de configuração. Esses rótulos são usados em conjunto com funções RBAC para limitar a visibilidade e o controle administrativo.
Em outras palavras, mesmo que dois administradores tenham a mesma função no Intune, os Scope Tags determinam quais recursos eles conseguem enxergar e modificar, resolvendo um problema clássico: dar permissões suficientes para o time operar, sem expor todo o ambiente.
O que Scope Tags não fazem
Um erro comum é confundir Scope Tags com escopo de política ou controle de acesso do usuário final. Scope Tags não determinam em quais dispositivos uma política será aplicada, não filtram usuários e não substituem grupos ou filtros dinâmicos.
Eles também não aumentam privilégios. Se um administrador não tiver permissão RBAC para executar uma ação, o Scope Tag não irá conceder esse acesso.
Scope Tags apenas restringem o que já é permitido pela função atribuída.
Quando usar Scope Tags
Scope Tags são ideais para organizações que possuem múltiplas regiões, unidades de negócio, clientes ou times de operação compartilhando o mesmo tenant do Intune. Também são extremamente úteis em cenários de co-managed IT, MSPs, ambientes educacionais e grandes corporações com separação clara de responsabilidades.
Eles evitam a criação de múltiplos tenants apenas para isolamento administrativo, o que reduz custos, complexidade e impacto operacional.
Como Scope Tags se integram ao RBAC do Intune
O Intune utiliza RBAC como base para definir quais ações um administrador pode executar. As funções definem o “o que pode fazer”. Os Scope Tags definem “sobre o quê pode fazer”.
O modelo completo funciona assim: a função RBAC concede permissões administrativas e os Scope Tags limitam a visibilidade e o alcance dessas permissões a um subconjunto do ambiente.
Sem Scope Tags, qualquer administrador com permissão suficiente acaba enxergando praticamente todo o tenant.
Passo a passo para usar Scope Tags no Intune
O primeiro passo é planejar a estratégia de segmentação administrativa. Antes de criar qualquer tag, é importante definir quais são os domínios administrativos que precisam ser isolados, como regiões, departamentos ou clientes.
Em seguida, no portal do Intune, o administrador global ou com permissões adequadas cria os Scope Tags que representarão esses domínios. Cada tag deve ter um nome claro e alinhado à estrutura organizacional, evitando abreviações ambíguas.
Após a criação, o próximo passo é aplicar os Scope Tags aos objetos corretos. Isso pode incluir dispositivos gerenciados, políticas de conformidade, perfis de configuração, aplicativos e scripts. Um objeto pode ter mais de um Scope Tag, se necessário.
Com os objetos marcados, o administrador deve então revisar as funções RBAC existentes ou criar funções personalizadas. Nessas funções, é possível associar os Scope Tags que determinam quais recursos aquele administrador conseguirá visualizar e gerenciar.
Por fim, os usuários administrativos são atribuídos às funções RBAC, herdando automaticamente as restrições impostas pelos Scope Tags. A partir desse momento, cada administrador passa a ter uma visão segmentada do Intune, alinhada à sua responsabilidade.
Boas práticas de arquitetura com Scope Tags
Uma boa prática é manter o número de Scope Tags controlado. Tags demais dificultam a manutenção e aumentam o risco de erros operacionais. O ideal é que cada tag represente um domínio administrativo real e estável.
Também é recomendável documentar claramente o propósito de cada Scope Tag, quem deve utilizá-la e quais objetos devem ser associados a ela. Isso facilita auditorias, onboarding de novos administradores e troubleshooting.
Outro ponto crítico é alinhar Scope Tags com processos de governança. Sempre que uma nova área, cliente ou região for criada, a definição de tags e funções administrativas deve fazer parte do processo padrão.
Limitações que precisam ser consideradas
Scope Tags não se aplicam a todos os objetos do Intune de forma uniforme, especialmente em recursos mais antigos ou em funcionalidades recém-lançadas. Além disso, administradores globais continuam enxergando todo o ambiente, independentemente das tags.
Por isso, Scope Tags devem ser vistos como um mecanismo de delegação operacional, não como uma fronteira de segurança absoluta.
Scope Tags são um componente essencial para escalar o Microsoft Intune de forma organizada, segura e sustentável. Eles permitem que diferentes times trabalhem no mesmo tenant sem conflito, reduzem riscos de alterações indevidas e eliminam a necessidade de arquiteturas excessivamente fragmentadas.
Quando bem planejados e integrados ao RBAC, os Scope Tags transformam o Intune de uma ferramenta centralizada em uma plataforma verdadeiramente multiadministrador, pronta para ambientes complexos e em crescimento.
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