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Monitoramento do Secure Boot via Intune Remediations: controle proativo de conformidade

  A Microsoft trouxe uma abordagem prática para monitorar o estado do Secure Boot em dispositivos Windows utilizando o Microsoft Intune , com base em scripts de remediação. Essa solução permite identificar e corrigir automaticamente problemas relacionados a certificados de Secure Boot, algo cada vez mais crítico para a segurança dos endpoints. O Secure Boot é um recurso fundamental do Windows 11 que garante que apenas softwares confiáveis sejam carregados durante a inicialização. Problemas com certificados de Secure Boot podem causar  falhas de boot, vulnerabilidades de segurança e  incompatibilidade com atualizações críticas . Por isso, monitorar esse estado de forma contínua se torna essencial em ambientes corporativos. O que a solução entrega A Microsoft propõe o uso de Remediations no Intune para verificar o estado dos certificados de Secure Boot, identificar dispositivos fora de conformidade e aplicar correções automaticamente quando necess...

Aposentadoria do NTLM: o fim de um protocolo legado e os impactos para a segurança corporativa




O NTLM tem sido um dos pilares da autenticação do Windows. Concebido para velocidade e compatibilidade com versões anteriores, o NTLM facilita a autenticação de rede quando o Kerberos, uma alternativa mais segura. Contudo, a Microsoft vem reforçando, de forma cada vez mais clara, sua estratégia de eliminar protocolos legados que representam riscos à segurança dos ambientes corporativos. Dentro desse movimento, o NTLM, amplamente utilizado há décadas para autenticação em ambientes Windows, está oficialmente no radar para aposentadoria. A decisão não é pontual nem repentina, mas faz parte de uma transição planejada rumo a modelos de autenticação mais modernos, seguros e alinhados ao conceito de Zero Trust.

O NTLM foi criado em um contexto tecnológico completamente diferente do atual. Na época, não havia a complexidade de ambientes híbridos, acessos remotos em larga escala, identidade como perímetro ou ataques altamente sofisticados baseados em roubo de credenciais. Com o tempo, o protocolo passou a ser explorado em ataques como pass-the-hash, relay attacks e outras técnicas que se aproveitam da falta de proteção criptográfica moderna e da ausência de validações mais robustas entre cliente e servidor.

A aposentadoria do NTLM não significa apenas desativar um recurso técnico, mas sim forçar uma mudança cultural e arquitetural dentro das organizações. Muitos ambientes ainda dependem desse protocolo por causa de aplicações legadas, sistemas antigos, dispositivos de terceiros ou configurações herdadas ao longo dos anos. Em muitos casos, o NTLM continua ativo não por necessidade real, mas por falta de visibilidade ou planejamento de migração.

A Microsoft tem direcionado os clientes para o uso do Kerberos como protocolo padrão em ambientes locais, além de autenticações modernas baseadas em identidade no Microsoft Entra ID para cenários híbridos e cloud-first. Esses modelos oferecem recursos avançados como autenticação forte, validação mútua, suporte a MFA, integração com Conditional Access e melhor capacidade de auditoria e monitoramento, algo essencial para ambientes que precisam atender requisitos regulatórios e de segurança.

Um ponto crítico dessa transição é o impacto direto em aplicações e serviços que ainda dependem explicitamente do NTLM. Sistemas antigos podem simplesmente parar de funcionar se o protocolo for desabilitado sem o devido mapeamento prévio. Por isso, a Microsoft vem reforçando a importância de identificar onde o NTLM ainda é utilizado, analisar dependências e planejar a substituição antes que políticas mais restritivas passem a ser aplicadas de forma obrigatória.

Do ponto de vista estratégico, o fim do NTLM reforça o conceito de que identidade é o novo perímetro. Em um cenário onde usuários acessam recursos de qualquer lugar, em qualquer dispositivo e a partir de múltiplas redes, protocolos antigos baseados apenas em confiança implícita deixam de ser aceitáveis. A migração para autenticação moderna não é apenas uma recomendação de boas práticas, mas um passo essencial para reduzir superfícies de ataque e aumentar a resiliência do ambiente.

Além disso, essa mudança também impacta diretamente estratégias de Zero Trust. Protocolos como NTLM não se alinham a princípios como verificação contínua, privilégio mínimo e validação explícita. Ao eliminá-los, as organizações avançam para um modelo mais consistente, onde cada acesso é avaliado com base em identidade, contexto, risco e conformidade do dispositivo.

A aposentadoria do NTLM não deve ser vista como um problema, mas como uma oportunidade de modernização. Organizações que se anteciparem, revisarem suas arquiteturas de autenticação e migrarem gradualmente para modelos mais seguros terão menos impacto operacional e estarão melhor preparadas para o futuro. Ignorar esse movimento, por outro lado, pode resultar em interrupções inesperadas, riscos de segurança elevados e dificuldades de adaptação quando as mudanças se tornarem mandatórias.

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