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Novo recurso no Microsoft Entra ID: desativar App Registration sem excluir

O Microsoft Entra ID agora permite desativar uma App Registration de forma reversível, sem precisar excluí-la do tenant.  Além de uma maneira de obter maior controle operacional, menor superfície de ataque e maior maturidade em identidade corporativa, esse recurso proporciona segurança, sem que haja  perca de configurações e permissões de aplicações que podem voltar a serem utilizadas. Antes dessa funcionalidade, administradores precisavam optar entre manter o aplicativo ativo durante uma investigação ou removê-lo completamente, o que implicava perda de histórico, permissões de API e configurações. Agora é possível interromper o acesso sem destruir o objeto. O que acontece ao desativar um aplicativo Quando uma App Registration é desativada, n ovos tokens deixam de ser emitidos, u suários não conseguem autenticar, a  aplicação não consegue acessar APIs usando novos tokens e o  Service Principal passa a ter o atributo isDisabled definido como true Se houver tentativa ...

Intune - Personal x Company enrollment: exclusão de registro de dispositivos




No Intune, dispositivos com ownership Personal que estejam Noncompliant podem ser deletados, mas é muito importante entender o que “deletar” significa no contexto do Intune, porque o impacto varia bastante conforme a ação escolhida.

Quando falamos em “deletar”, existem ações diferentes que as pessoas costumam confundir.

Se você apenas excluir o dispositivo do Intune (Delete device), o que acontece é o seguinte. O registro do aparelho é removido do Intune e do Microsoft Entra ID, mas nenhum dado é apagado fisicamente do dispositivo. O celular ou computador continua funcionando normalmente, com todos os arquivos pessoais intactos. O impacto real é que o aparelho perde o gerenciamento. Ele deixa de receber políticas, perfis, aplicativos corporativos e deixa de ser avaliado por compliance. Para dispositivos Personal, essa é a ação mais comum quando o aparelho não está em conformidade e não faz mais sentido mantê-lo gerenciado.

Se a ação for Wipe, aí o cenário muda completamente. O Wipe apaga dados do dispositivo. Em aparelhos Personal, o Intune normalmente executa um factory reset completo, apagando tudo, inclusive dados pessoais. Por isso, essa ação não é recomendada para dispositivos pessoais, a menos que exista um risco real de segurança e isso esteja claramente descrito na política da empresa e aceito pelo usuário.

Existe ainda o Retire, que é a ação mais segura para Personal. Nesse caso, apenas os dados corporativos são removidos. Contas corporativas, e-mail, apps gerenciados e perfis MDM são apagados, mas fotos, apps pessoais e arquivos do usuário permanecem intactos. Para dispositivos Noncompliant pessoais, essa costuma ser a melhor prática quando você quer encerrar o vínculo sem causar impacto ao usuário. 


Quando você executa Retire em um dispositivo, seja ele computador ou celular com ownership Personal, o Intune faz a remoção do gerenciamento MDM e remove todos os dados corporativos daquele aparelho. Isso inclui contas corporativas, certificados, perfis de configuração, apps implantados pelo Intune e tokens de acesso. Após o processo, o dispositivo não é mais gerenciado pelo Intune e, na prática, deixa de fazer parte do seu tenant do ponto de vista de gerenciamento.

O que acontece no inventário depende da plataforma. Em celulares Android e iOS, após o Retire, o dispositivo normalmente desaparece automaticamente da lista de dispositivos do Intune depois de algum tempo, porque não existe mais vínculo MDM nem identidade ativa associada. No Windows, o comportamento é um pouco diferente: o Retire remove o MDM, mas o objeto do dispositivo pode permanecer visível no Intune e no Entra ID por um período, aparecendo como não gerenciado ou inativo, até que você faça a exclusão manual ou até rodar políticas de limpeza automática.

Ou seja, o Retire desassocia o dispositivo do tenant em termos de acesso e gerenciamento, mas nem sempre apaga imediatamente o registro do inventário. Para isso, a ação correta depois é o Delete device, que remove o objeto do Intune e do Entra ID.

Ou seja, para computadores e celulares, o Retire remove dados corporativos e encerra o vínculo MDM. O aparelho não consegue mais acessar recursos do tenant. Em celulares, ele tende a sumir sozinho do inventário. Em Windows, pode ficar listado até você excluir manualmente. Se a sua intenção é “limpar” totalmente o tenant, o fluxo ideal é Retire primeiro, depois Delete.

Sobre compliance em si, é importante entender que o status Noncompliant não dispara exclusão automática do dispositivo. O Intune não deleta dispositivos só porque eles estão fora de conformidade. O que normalmente acontece é o bloqueio de acesso aos recursos corporativos por meio de Acesso Condicional, como Exchange, SharePoint, Teams e outros.

Para dispositivos da empresa (Company-owned), as ações do Intune têm impacto maior do que em aparelhos pessoais.

Quando você executa Retire em um dispositivo Company, o Intune remove o gerenciamento MDM e os dados corporativos, mas não apaga o dispositivo fisicamente. Em computadores Windows, isso significa que o equipamento sai do gerenciamento, perde políticas, perde apps corporativos e deixa de cumprir compliance. Porém, por ser um ativo da empresa, essa ação normalmente não é a prática recomendada, porque o equipamento fica “solto”, fora de controle. Em celulares corporativos, o Retire também remove perfis e apps corporativos, mas o comportamento depende do modo de inscrição, como Android Enterprise Fully Managed ou Corporate-owned with Work Profile.

Quando a ação é Wipe, em dispositivos Company, o impacto é total. O aparelho é restaurado para estado de fábrica. Em Windows, ocorre o reset do sistema operacional. Em Android e iOS corporativos, o dispositivo volta para o estado inicial de provisionamento. Essa é a ação correta para equipamentos corporativos quando há desligamento, reutilização ou incidente de segurança.

Já o Delete device remove apenas o registro do dispositivo no Intune e no Entra ID, não apaga dados localmente. Porém, em dispositivos Company, isso pode causar um problema operacional sério, porque o equipamento continua fisicamente com dados e sistema, mas sem gestão nenhuma, o que quebra governança e segurança. Por isso, em company-owned, o Delete normalmente é usado após um Wipe ou quando o dispositivo já não existe mais.

Para àqueles que precisam ingressar um dispositivo removido do tenant, a ação é totalmente viavél,  tanto para aparelhos pessoais quanto corporativos.

Para dispositivos pessoais, isso é simples. O usuário pode reenrolar o dispositivo normalmente, instalando novamente o Company Portal ou refazendo o login corporativo. Não há bloqueio permanente, a menos que você tenha políticas que limitem inscrições, como restrição por tipo de dispositivo, sistema operacional ou limite máximo por usuário.

Para dispositivos da empresa, o reingresso depende do método de inscrição. Em Windows com Entra ID Join ou Autopilot, o dispositivo pode ingressar novamente após um Wipe ou reset, desde que o hardware ainda esteja registrado ou seja reenrolado no Autopilot. Em Android corporativo, dispositivos Fully Managed ou COPE podem ser reconfigurados após Wipe usando o QR Code, zero-touch ou token corporativo. Em iOS corporativo, dispositivos supervisionados via Apple Business Manager voltam ao tenant automaticamente após o reset, desde que ainda estejam atribuídos à organização.

Existe apenas um cuidado importante: se você apagar o objeto do dispositivo no Entra ID, mas não fizer Wipe, o dispositivo pode ter problemas para realizar o re-enrollment, principalmente em Windows, por causa de resíduos de registro antigo. Nesses casos, o reset do sistema ou limpeza completa resolve.

Quando você exclui um dispositivo pelo Intune (Delete device), o registro do dispositivo é removido do Intune e o objeto do dispositivo também é removido do Microsoft Entra ID - isso vale tanto para dispositivos pessoais quanto corporativos, desde que o objeto não esteja protegido por algum outro serviço que mantenha a identidade ativa. Então, respondendo direto: sim, ao excluir pelo Intune, o objeto “restrito” (device object) do Entra ID normalmente é apagado também.

O ponto crítico é o Microsoft Defender for Endpoint, já que o mesmo não depende do Intune para existir e mantém o próprio inventário. Quando você exclui um dispositivo no Intune, o registro no Defender não é apagado automaticamente. O que normalmente acontece é que o device fica marcado como Inactive no Defender depois de um período sem heartbeat, mas ele continua listado. Em ambientes com exigência de limpeza de inventário, isso costuma gerar confusão.

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