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Microsoft Entra B2B, B2C e Cross-Tenant Synchronization: entenda as diferenças e quando usar cada modelo

  À medida que as organizações adotam ambientes multicloud, aplicações SaaS e estruturas corporativas distribuídas, a identidade deixa de estar limitada aos funcionários de uma única empresa. Clientes precisam acessar aplicações. Fornecedores precisam colaborar em projetos. Empresas do mesmo grupo precisam compartilhar recursos. Subsidiárias podem possuir tenants Microsoft Entra separados. Apesar de todos esses cenários envolverem identidades externas , eles não são a mesma coisa.  Dentro do ecossistema Microsoft, três conceitos costumam gerar bastante confusão:  Microsoft Entra B2B,  Microsoft Entra External ID para cenários B2C e  Cross-Tenant Synchronization. Os três trabalham com identidades externas, mas possuem objetivos, arquiteturas e casos de uso diferentes. Microsoft Entra B2B: colaboração entre empresas O Microsoft Entra B2B (Business-to-Business) foi criado principalmente para permitir que uma organização colabore com usuários de outras organizações...

Delegação de aprovações no Microsoft Entra ID: a nova funcionalidade que transforma a governança de acesso



Uma novidade no Microsoft Entra ID promete tornar o fluxo de aprovações muito mais flexível e sustentável no dia a dia das organizações. A funcionalidade de
delegação de aprovações no portal My Access, liberada inicialmente em modo de visualização e voltada a ambientes que utilizam pacotes de acesso e processos formais de governança. A proposta dessa novidade é permitir que um aprovador transfira temporariamente sua responsabilidade para outra pessoa, evitando gargalos nos períodos em que estiver ausente por férias, viagens ou demandas operacionais que impeçam respostas imediatas.

O funcionamento da delegação é simples de entender: a partir do momento em que o aprovador define um delegado, todas as solicitações enviadas após a ativação passam automaticamente a ser direcionadas a essa nova pessoa, sem necessidade de reconfigurações por parte do administrador. Ainda assim, a delegação não retira o poder do aprovador original, que permanece apto a aprovar solicitações sempre que desejar. Esse modelo preserva a rastreabilidade e mantém a governança alinhada, já que nada impede que o responsável primário retorne e continue atuando normalmente.

Esse comportamento, no entanto, vem acompanhado de limitações importantes. A delegação funciona apenas em um único nível, o que significa que, se o aprovador A delega para B e B tenta delegar para C, C não receberá aprovações originadas em A. Outro ponto relevante é que a delegação é aplicada em bloco e não permite granularidade. Isso significa que o aprovador não pode escolher delegar apenas determinados tipos de solicitações. Além disso, o recurso contempla exclusivamente pacotes de acesso e não cobre revisões de acesso, embora a própria Microsoft tenha indicado que esse escopo será ampliado no futuro.

Para as equipes de TI e segurança, os benefícios são claros. A continuidade operacional deixa de depender da presença física ou virtual do aprovador, o que reduz falhas de fluxo e elimina tempos de espera desnecessários em solicitações críticas. A flexibilidade aumenta de forma significativa, já que a delegação pode ser configurada, alterada ou encerrada diretamente pelo usuário, sem depender de uma intervenção administrativa. Ao mesmo tempo, a governança permanece intacta, pois cada aprovação é auditável e notificações são enviadas tanto ao solicitante quanto ao delegado responsável.

A habilitação do recurso exige que a organização já possua licenças compatíveis com os recursos de governança do Microsoft Entra ID, e sua ativação ocorre diretamente no centro de administração, por meio da opção que permite delegação de aprovações no My Access. Uma vez ativado, o aprovador visualiza em sua página pessoal a área de configuração de delegados, onde é possível informar quem será autorizado a realizar aprovações em seu nome e por qual período essa delegação permanecerá ativa.

Em síntese, a delegação de aprovações chega como uma evolução relevante para empresas que dependem de fluxos estruturados de acesso, aumentando a eficiência, reduzindo atrasos, melhorando a governança e se encaixando perfeitamente em ambientes que já utilizam pacotes de acesso como camada de controle, com expansões futuras já em aguardo.

Para mais: Windows Authentication for Cloud-Native Identities: Modernizing Azure SQL Managed Instance (Preview) | Microsoft Community Hub

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