Featured
- Get link
- X
- Other Apps
Certificações DigiCert para o Microsoft Entra
O Microsoft Entra está atualizando sua infraestrutura de certificados digitais utilizados para garantir a segurança e autenticidade de comunicações e autenticações. Até agora muitos serviços do Entra utilizavam certificados emitidos sob a raiz de certificação DigiCert Global Root G1, mas a partir de janeiro de 2026 todo o ecossistema de certificados do Entra migrará para usar a DigiCert Global Root G2 como raiz confiável principal. Essa mudança técnica exige que sistemas e clientes confiem na nova autoridade certificadora G2 para evitar falhas de autenticação e interrupções nos serviços relacionados ao Entra.
Certificados digitais e autoridades certificadoras fazem parte da infraestrutura de chave pública, conhecida como PKI (Public Key Infrastructure). O papel de uma autoridade certificadora raiz é atuar como o âncora de confiança: quando um usuário, aplicativo ou serviço confia nessa raiz, ele também confia em todos os certificados que essa raiz emite ou assina ao longo de sua cadeia. Uma alteração na raiz utilizada por um serviço como o Entra pode impactar diretamente a forma como clientes e sistemas validam a identidade e segurança desses serviços.
Impactos e riscos arquiteturais
Do ponto de vista de arquitetura de identidade e segurança, essa alteração pode ter consequências importantes:
A camada de autenticação do Microsoft Entra (que inclui interfaces de login, tokens, endpoints de API e integração com serviços como login corporativo, aplicativos que dependem de tokens de acesso e endpoints de autorização) passa a depender de uma nova raiz certificadora. Se um sistema cliente ainda não confiar no novo DigiCert Global Root G2, ou se houver pinning rígido apenas ao antigo DigiCert G1, as tentativas de autenticação e estabelecimento de canal seguro (TLS/SSL) poderão falhar completamente. Isso pode resultar em sistemas incapazes de redirecionar usuários para login, consumir APIs ou validar tokens de autenticação.
A arquitetura de confiança deve ser atualizada de forma a refletir o novo modelo de raiz, garantindo que todos os clientes confiem na cadeia de certificados intermediários e na raiz G2. Arquiteturas que dependem de certificados específicos (como modelos de “pinning” de certificado ou controles de confiança estáticos embutidos no código de aplicações) precisarão ser revisadas, pois tais técnicas podem bloquear a transição ou causar interrupções no funcionamento dos serviços.
Como se preparar tecnicamente
Para atualizar uma arquitetura corporativa e evitar impacto nos serviços, as equipes de infraestrutura, identidade e segurança devem adotar uma série de medidas:
Auditar configurações de confiança de certificado
Verifique todos os sistemas, aplicações, servidores, certificados intermediários e suítes de APIs que dependem de confiança explícita na cadeia de certificado do Entra. Isso inclui aplicações que façam autenticação com certificados TLS/SSL, autenticação de API ou validação de token em servidores web.Remover ou atualizar mecanismos de “pinning” rígido
Se a arquitetura atual inclui “certificate pinning” ou "public key pinning" que está fixado apenas ao DigiCert G1, é necessário remover ou extender essa configuração para confiar também na DigiCert Global Root G2. Pinning rígido com uma única raiz pode impedir a migração e resultar em falhas de autenticação quando a infraestrutura do Entra começar a usar a nova raiz.Atualizar trust stores em servidores, aplicativos e endpoints
Todos os trust stores (lojas de confiança) em servidores, sistemas intermediários, appliances de segurança, proxies, balanceadores de carga e endpoints clientes devem ser atualizados para incluir a nova DigiCert Global Root G2 e seus certificados intermediários. Isso garante que as cadeias de confiança sejam reconhecidas e validadas corretamente.Testar antes da migração completa
Antes da data de migração, execute testes em ambientes de homologação para validar que clientes, serviços e workflows de autenticação funcionam corretamente com a nova raiz de certificação G2. Testes incluem login interativo, autenticação de API, integração de identidade federada, Single Sign-On e consumo de recursos protegidos por tokens do Entra.Atualizar documentação de segurança e auditorias internas
Documente as mudanças arquiteturais feitas nas trust stores, fluxos de autenticação e políticas de segurança. Garanta que auditorias internas considerem a nova raiz de confiança como parte da avaliação de conformidade e segurança.Monitorar e acompanhar logs após a mudança
Após a transição para a nova autoridade certificadora, monitore logs de autenticação, eventos de erro e métricas de falha nas aplicações que dependem do Entra. Isso ajuda a identificar rapidamente se algum componente ainda está sem a confiança adequada na nova raiz.
Considerações de longo prazo
Essa mudança não é apenas uma atualização de certificado; é uma reconfiguração da base de confiança da infraestrutura de identidade do Entra. Em ambientes corporativos modernos, onde autenticação e autorização são componentes críticos, a cadeia de confiança de certificados deve ser tratada como parte integrante da arquitetura de segurança.
Ao adotar rapidamente a nova raiz e revisar as configurações existentes, as organizações evitam interrupções, tornam seus sistemas mais resilientes a mudanças na cadeia de confiança e garantem que aplicações e serviços continuem funcionando de forma segura e prevista com os serviços de identidade do Entra.
Guia arquitetural para atualização de trust stores com a nova DigiCert Global Root G2 no Microsoft Entra
A migração do Microsoft Entra para a nova raiz de certificação DigiCert Global Root G2 exige uma atualização cuidadosa da arquitetura de confiança em ambientes corporativos. Essa mudança impacta diretamente qualquer sistema que estabeleça conexões TLS, valide tokens, consuma endpoints do Entra ou utilize autenticação federada. Por isso, a atualização das trust stores deve ser tratada como uma etapa crítica da governança de identidade e segurança.
A trust store é o repositório onde sistemas operacionais, aplicações e appliances armazenam certificados de autoridades certificadoras confiáveis. Se a nova raiz DigiCert G2 não estiver presente, qualquer certificado emitido sob essa cadeia será rejeitado, causando falhas de autenticação, erros de TLS e interrupções em integrações críticas.
Etapa 1 – Levantamento arquitetural e análise de dependências
Antes de qualquer alteração, é essencial mapear todos os componentes que dependem do Microsoft Entra. Isso inclui servidores web, APIs, aplicações internas, aplicações SaaS integradas, proxies, firewalls, balanceadores de carga, appliances de segurança, soluções de VPN, ferramentas de monitoramento e endpoints de usuários.
Também é necessário identificar se existe uso de certificate pinning, validação manual de certificados ou trust stores customizadas embutidas em aplicações. Esses cenários são os mais críticos, pois podem bloquear completamente a adoção da nova raiz se não forem ajustados.
Esse levantamento deve resultar em um inventário claro de onde a confiança em certificados é aplicada e como ela é mantida.
Etapa 2 – Atualização de trust store em servidores Windows
Em servidores Windows, a trust store é centralizada no repositório de certificados do sistema operacional. A atualização deve garantir que a DigiCert Global Root G2 esteja presente no repositório de Autoridades de Certificação Raiz Confiáveis.
Em ambientes corporativos, a abordagem recomendada é distribuir o certificado via políticas de grupo ou soluções de gerenciamento como Intune. Isso garante consistência, rastreabilidade e fácil rollback, caso necessário.
Após a atualização, é importante validar se serviços como IIS, aplicações .NET, agentes de autenticação e serviços que consomem APIs do Entra reconhecem corretamente a nova cadeia de certificação sem erros de validação TLS.
Etapa 3 – Atualização de trust store em servidores Linux
Em sistemas Linux, a trust store varia conforme a distribuição, mas normalmente é mantida em diretórios específicos do sistema. A atualização envolve adicionar o certificado da nova raiz DigiCert G2 ao conjunto de certificados confiáveis e atualizar o cache de certificados do sistema.
Após a atualização, serviços que utilizam OpenSSL, curl, bibliotecas de autenticação, aplicações Java, serviços em containers ou workloads Kubernetes devem ser reiniciados ou revalidados para garantir que passem a usar a nova trust store.
É fundamental testar fluxos de autenticação e consumo de APIs do Entra após essa etapa, pois aplicações em Linux frequentemente falham silenciosamente quando há erro de validação de certificado.
Etapa 4 – Ambientes Java, containers e aplicações embarcadas
Aplicações Java geralmente não utilizam a trust store do sistema operacional, mas sim seu próprio keystore. Nesse cenário, a nova raiz DigiCert G2 deve ser importada explicitamente no keystore utilizado pela aplicação ou pela JVM.
O mesmo cuidado se aplica a aplicações em containers, onde a trust store pode estar embutida na imagem. Nesse caso, a imagem base precisa ser atualizada e recriada, garantindo que novos containers já nasçam confiando na nova raiz.
Arquiteturalmente, essa é uma etapa crítica, pois muitas falhas só aparecem em produção se não forem testadas previamente em ambientes de homologação.
Etapa 5 – Proxies, firewalls e appliances de segurança
Proxies de inspeção TLS, firewalls de próxima geração e appliances de segurança costumam manter trust stores próprias. Se esses dispositivos não confiarem na nova raiz DigiCert G2, podem bloquear autenticações do Entra ou quebrar fluxos de login.
A atualização deve incluir a importação da nova raiz e, se aplicável, a revisão de políticas de inspeção TLS para garantir que conexões com endpoints do Entra não sejam interrompidas.
Após a atualização, testes de autenticação interativa e não interativa devem ser executados passando explicitamente por esses dispositivos.
Etapa 6 – Testes funcionais e validação de arquitetura
Com todas as trust stores atualizadas, é essencial validar os principais fluxos arquiteturais:
Login interativo de usuários, autenticação de aplicações usando OAuth ou OpenID Connect, consumo de APIs protegidas pelo Entra, integração com aplicações SaaS, Single Sign-On e emissão e validação de tokens.
Logs de erro TLS, falhas de handshake e mensagens de certificado inválido devem ser monitorados atentamente. Qualquer falha nesse estágio indica que algum componente ainda não confia corretamente na nova raiz.
Etapa 7 – Governança, documentação e monitoramento contínuo
Após a migração, a nova raiz DigiCert G2 deve ser documentada como parte oficial da arquitetura de identidade e segurança. Políticas internas, padrões de desenvolvimento e guias de integração devem refletir essa nova base de confiança.
Além disso, é recomendável monitorar continuamente logs de autenticação e eventos relacionados a certificados, pois futuras rotações de intermediários ou ajustes na cadeia podem ocorrer sem aviso prévio.
Arquiteturas resilientes tratam certificados como um componente vivo da segurança, não como algo estático.
- Get link
- X
- Other Apps
Popular Posts
Fim do salvamento local no Office 365 e a migração para a nuvem
- Get link
- X
- Other Apps
Automatizando a Sincronização do SharePoint no Windows com Microsoft Intune
- Get link
- X
- Other Apps

Comments
Post a Comment