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Novo recurso no Microsoft Entra ID: desativar App Registration sem excluir

O Microsoft Entra ID agora permite desativar uma App Registration de forma reversível, sem precisar excluí-la do tenant.  Além de uma maneira de obter maior controle operacional, menor superfície de ataque e maior maturidade em identidade corporativa, esse recurso proporciona segurança, sem que haja  perca de configurações e permissões de aplicações que podem voltar a serem utilizadas. Antes dessa funcionalidade, administradores precisavam optar entre manter o aplicativo ativo durante uma investigação ou removê-lo completamente, o que implicava perda de histórico, permissões de API e configurações. Agora é possível interromper o acesso sem destruir o objeto. O que acontece ao desativar um aplicativo Quando uma App Registration é desativada, n ovos tokens deixam de ser emitidos, u suários não conseguem autenticar, a  aplicação não consegue acessar APIs usando novos tokens e o  Service Principal passa a ter o atributo isDisabled definido como true Se houver tentativa ...

A sincronização nativa de grupos de segurança entre tenants chega ao Microsoft Entra


A Microsoft anunciou uma funcionalidade aguardada há anos por arquitetos de identidade e equipes de segurança: a sincronização nativa de grupos de segurança entre tenants no Microsoft Entra. Essa novidade resolve um dos maiores pontos de fricção em ambientes multi-tenant, onde a gestão de acessos sempre exigiu soluções improvisadas, scripts personalizados ou automações frágeis para manter consistência entre diferentes diretórios.

Até hoje, organizações que operam com múltiplos tenants, seja por fusões, aquisições, ambientes segregados, parceiros ou subsidiárias, precisavam replicar grupos manualmente ou manter processos paralelos de sincronização. Isso gerava riscos operacionais, inconsistências de permissão, dificuldade de auditoria e dependência excessiva de código customizado. A nova abordagem do Entra elimina essa fragilidade ao trazer um modelo totalmente suportado e integrado à plataforma.

O que é a sincronização de grupos de segurança entre tenants

A sincronização de grupos de segurança entre tenants permite que grupos criados em um tenant de origem sejam replicados automaticamente em um ou mais tenants de destino. Essa replicação mantém a associação de membros e permite que as permissões atribuídas aos grupos no tenant de origem sejam refletidas de forma consistente nos tenants de destino.

Na prática, isso significa que o grupo continua sendo gerenciado em um único lugar, enquanto seu “espelho” existe em outros tenants para fins de autorização. Não se trata de copiar usuários ou identidades completas, mas sim de sincronizar o objeto de grupo e sua estrutura de associação para uso em controles de acesso, aplicações e recursos distribuídos.

Mudanças na prática para governança e segurança

A principal mudança está na centralização da governança. Com esse recurso, a administração dos grupos passa a acontecer exclusivamente no tenant de origem, eliminando a necessidade de recriar grupos manualmente ou manter múltiplas fontes de verdade. Qualquer alteração de membros ou estrutura feita no grupo original é automaticamente refletida nos tenants conectados.

Outro ponto relevante é a replicação automática das permissões. Isso garante que aplicações, recursos e políticas que dependem desses grupos mantenham um comportamento consistente, reduzindo erros humanos e falhas de configuração. Além disso, como o recurso é nativo do Entra, ele segue os padrões de auditoria, rastreabilidade e segurança já existentes na plataforma.

O modelo também elimina a dependência de scripts personalizados, jobs de sincronização externos e ferramentas não suportadas. Isso reduz significativamente o risco operacional, facilita auditorias de segurança e melhora a confiabilidade do ambiente como um todo.

Impacto em ambientes multi-tenant complexos

Para organizações com múltiplos tenants, como grandes empresas, grupos empresariais, ambientes de parceiros ou estruturas globais, essa funcionalidade representa um avanço estrutural. Ela simplifica drasticamente cenários como acesso a aplicações compartilhadas, uso de recursos em diferentes tenants e padronização de permissões em ambientes distribuídos.

Além disso, a sincronização nativa reduz o tempo gasto com manutenção operacional e troubleshooting, permitindo que equipes de identidade e segurança foquem em políticas, governança e melhoria contínua, em vez de manter automações frágeis.

Quando o recurso estará disponível

A Microsoft já definiu o cronograma para essa funcionalidade. A fase de prévia está prevista para janeiro de 2026, permitindo que organizações testem o comportamento, validem cenários e ajustem seus modelos de governança. O lançamento geral está programado para abril de 2026, quando o recurso estará disponível de forma ampla e suportada em produção.

Esse intervalo entre prévia e disponibilidade geral é estratégico para empresas que desejam se preparar, revisar arquiteturas multi-tenant e planejar a adoção de forma estruturada.

Por que essa novidade é estratégica

A sincronização de grupos de segurança entre tenants não é apenas um novo recurso técnico, mas um passo importante na maturidade da governança de identidade em ambientes distribuídos. Ela reduz riscos, melhora consistência, fortalece a segurança e elimina soluções improvisadas que historicamente causaram problemas em auditorias e incidentes de acesso.

Para arquitetos de identidade, profissionais de segurança e times de cloud, essa funcionalidade representa uma base mais sólida para escalar ambientes multi-tenant com controle, previsibilidade e suporte oficial da Microsoft.

Para mais: Microsoft 365 Roadmap | Microsoft 365


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