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Novo recurso no Microsoft Entra ID: desativar App Registration sem excluir

O Microsoft Entra ID agora permite desativar uma App Registration de forma reversível, sem precisar excluí-la do tenant.  Além de uma maneira de obter maior controle operacional, menor superfície de ataque e maior maturidade em identidade corporativa, esse recurso proporciona segurança, sem que haja  perca de configurações e permissões de aplicações que podem voltar a serem utilizadas. Antes dessa funcionalidade, administradores precisavam optar entre manter o aplicativo ativo durante uma investigação ou removê-lo completamente, o que implicava perda de histórico, permissões de API e configurações. Agora é possível interromper o acesso sem destruir o objeto. O que acontece ao desativar um aplicativo Quando uma App Registration é desativada, n ovos tokens deixam de ser emitidos, u suários não conseguem autenticar, a  aplicação não consegue acessar APIs usando novos tokens e o  Service Principal passa a ter o atributo isDisabled definido como true Se houver tentativa ...

Problemas de sincronização no Azure Entra ID




Problemas de sincronização no Azure Entra ID são comuns em ambientes híbridos, principalmente em cenários em que identidades do Active Directory local precisam ser integradas à nuvem por meio do Azure AD Connect. Apesar de ser uma solução madura e altamente utilizada, falhas podem ocorrer e comprometer a atualização das informações de usuários, grupos e credenciais. Nesses casos, adotar uma abordagem estruturada de diagnóstico e correção é essencial para restaurar o funcionamento adequado.

Um dos problemas mais frequentes é a falha na sincronização de hash de senha. Esse comportamento geralmente está relacionado ao agendador de sincronização ou ao próprio serviço do Azure AD Connect. Para validar, é possível utilizar o PowerShell com comandos como Get-ADSyncScheduler e verificar o status da última execução. Caso o processo esteja parado ou apresente inconsistências, uma sincronização manual do tipo delta (Start-ADSyncSyncCycle -PolicyType Delta) pode forçar a atualização e resolver o erro de forma imediata.

Outro cenário recorrente ocorre quando determinados usuários não aparecem no portal do Azure. Esse sintoma costuma estar associado a conflitos de atributos, como endereços proxy duplicados ou nomes UPN em conflito entre múltiplas contas. Nessas situações, a ferramenta IdFix se torna fundamental para identificar e corrigir inconsistências de atributos antes que a sincronização ocorra novamente. Isso evita a propagação de erros para a nuvem e garante maior integridade dos objetos.

Também é comum enfrentar dificuldades relacionadas ao filtro de Unidades Organizacionais (OUs) configurado no Azure AD Connect. Quando uma OU onde o usuário ou grupo está localizado não foi incluída no escopo de sincronização, esses objetos simplesmente não serão replicados. A solução é revisar a configuração pelo assistente do Azure AD Connect e selecionar as OUs relevantes, garantindo que estejam dentro do escopo da sincronização ativa.

Há ainda os casos de falha de correspondência de contas, conhecidos como soft match failure. Esse problema ocorre quando um objeto já existe no Azure Entra ID, mas não consegue se vincular corretamente à identidade local. A causa geralmente está relacionada ao atributo ImmutableID, que precisa corresponder entre os dois ambientes. Nesse cenário, pode ser necessário ajustar manualmente o ImmutableID da conta local ou, em situações mais críticas, remover a conta duplicada em nuvem para permitir o vínculo correto.

Além disso, interrupções podem ocorrer por falhas no próprio serviço do Azure AD Connect. Quando o serviço é interrompido ou quando o agendador de sincronização está desabilitado, o processo de replicação é suspenso. Reiniciar o serviço manualmente no servidor e garantir que o agendador esteja ativo geralmente resolve a indisponibilidade. Monitorar esses componentes de forma proativa ajuda a antecipar problemas e reduzir o tempo de indisponibilidade.

Manter a integridade das identidades em ambientes híbridos vai além da correção de falhas: exige um monitoramento contínuo, boas práticas de governança e validação periódica das configurações do Azure AD Connect. Quando há disciplina no acompanhamento e precisão na execução dos ajustes, as organizações conseguem manter a confiabilidade do processo de autenticação e assegurar que os usuários tenham acesso consistente e seguro aos recursos, independentemente de estarem no ambiente local ou na nuvem.

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