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Integração do Microsoft Entra ID com o Google: guia prático e estratégico
A crescente adoção de soluções multicloud e híbridas nas empresas demanda integrações robustas entre diferentes provedores de identidade. Em especial, realizar a integração entre o Microsoft Entra ID (antigo Azure AD) e o ecossistema Google pode trazer benefícios consideráveis em governança, segurança e experiência do usuário. Neste artigo, abordaremos os conceitos fundamentais, cenários de uso, passos práticos de implementação e cuidados importantes para essa integração.
Por que integrar Entra ID com Google?
As motivações para essa integração se manifestam em vários níveis:
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Unificação de identidade: permitir que usuários utilizem uma única credencial (login e senha) para ambos os ambientes — Microsoft e Google — reduz a fricção e facilita a gestão de acessos.
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SSO (Single Sign-On): oferecer autenticação única para aplicações Google (Workspace, Gmail, Drive) com identidade gerenciada por Entra ID.
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Controle centralizado de política de segurança: aplicar políticas de multifator (MFA), gerenciamento de sessão e controle condicional via Entra ID também para recursos no ecossistema Google.
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Governança e conformidade: monitoramento, auditoria e relatórios de acesso a aplicações Google podem ser consolidados no mesmo ambiente de segurança da Microsoft.
Cenários de integração comuns
Alguns cenários práticos em que essa integração costuma ocorre são em organizações que utilizam Microsoft 365 internamente, mas também usam Google Workspace para colaboração ou serviços paralelos, além daquelas empresas que adotaram Google Cloud (GCP) e precisam aplicar identidade corporativa gerenciada pelo Entra ID para controle de acesso. Outra situação comum é durante a fusão ou aquisição de empresas com infraestruturas heterogêneas, sendo necessário unir identidades entre ecossistemas.
Principais métodos de integração
A integração entre Entra ID e Google pode se dar por meio de dois caminhos principais:
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Federação via protocolo SAML / OIDC: configurar o Google (Workspace ou Cloud Identity) como provedor de serviço (SP) que delega a autenticação ao Entra ID (como Identity Provider — IdP).
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Sincronização de diretórios (sincronização de usuários ou "SCIM"): replicar usuários, grupos ou atributos do Entra ID para o ambiente Google, garantindo coerência entre os dois catálogos.
Na prática, muitos projetos combinam ambos os métodos: o Entra ID é quem autentica o usuário (login) e, ao mesmo tempo, sincroniza usuários e dados de segurança ao Google.
Integração via federação (SSO) com Entra ID
Configurar o Google como aplicação empresarial no Entra ID
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No portal do Entra ID, criar um Enterprise Application (aplicativo corporativo) representando o Google Workspace.
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Definir o protocolo de federacão (SAML 2.0).
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Coletar metadados do Entra ID
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Obter o metadata XML do IdP (URL de login SAML, certificado de assinatura, etc.).
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Configurar SSO no Google Workspace ou Cloud Identity
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No console do Google Admin, acessar Configurações de SSO.
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Inserir a URL de login do Entra ID, certificado público e URL de logout (se aplicável).
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Ajustar mapeamentos de atributos
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Definir quais atributos do Entra ID (por exemplo,
user.mail,user.userprincipalname,givenName,surname) serão enviados ao Google comoPrimary Email,First Name,Last Name, etc. -
Validar formatação e coerência dos valores.
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Ativar autenticação federada
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Após testar em ambiente controlado (grupo de pilotos), ativar o uso do SSO para todos os usuários ou para unidades organizacionais específicas no Google Admin.
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Implementar fallback ou login alternativo
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Em casos de indisponibilidade ou contingência, manter uma rota de login direto no Google (não federado), desde que observadas as políticas de segurança.
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Replicação de usuários (sincronização / SCIM)
Para que usuários, grupos e atributos estejam alinhados entre o Entra ID e o Google, você pode:
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Utilizar conectores de sincronização (quando existentes) que suportem SCIM.
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Empregar scripts via APIs do Graph (Microsoft) e Admin SDK (Google) para replicar mudanças.
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Fazer provisão automática e desprovisão (onboarding/offboarding) quando usuários são criados ou removidos no Entra ID.
Cuidados e desafios críticos
Ao realizar essa integração, algumas questões merecem especial atenção:
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Latência e disponibilidade do IdP: se o serviço de identidade da Entra falhar, usuários podem ficar impedidos de autenticar no Google. Avalie mecanismos de redundância e fallback.
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Sincronização de mudanças: alterações em nomes, e-mails ou permissões precisam refletir com consistência, evitando divergências ou erros.
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Gerenciamento de chaves e certificados SAML: garanta rotação segura e planejamento de expiração para evitar interrupções abruptas.
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Perfis e atributos incompatíveis: é comum encontrar diferenças de estrutura entre os diretórios Microsoft e Google. Será necessário ajustar ou transformar dados para compatibilização.
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Controle condicional e políticas de acesso: nem todas as políticas do Entra ID (como acesso com base em risco ou localização) podem se aplicar diretamente ao Google; planeje o escopo e limitações.
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Auditoria e logging: configure monitoramento detalhado de autenticações federadas, falhas e eventos suspeitos tanto no Entra ID quanto no Google.
Empresas que implementaram essa integração se beneficiam de uma experiência unificada, redução no suporte (menos senhas perdidas), e visão consolidada de confiança e risco. Recomenda-se pilotar o modelo com pequenos grupos antes de estender a toda a organização, além de manter comunicação com os usuários para mudanças no fluxo de login.
Também vale observar que, em muitos projetos, a integração de federação e sincronização caminha gradualmente, começando pela migração de autenticação (SSO) e só depois abordando a sincronização de dados mais complexos.
Integrar o Microsoft Entra ID com os serviços do Google é um passo estratégico para organizações que desejam consolidar identidade, reduzir silos de autenticação e elevar o controle de governança. Embora existam desafios — como mapeamento de atributos, disponibilidade do IdP e compatibilidade entre catálogos —, seguindo uma abordagem incremental (pilotos, testes, fallback) e boas práticas de segurança, a integração pode trazer ganhos substanciais em eficiência, segurança e experiência do usuário.
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