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Microsoft Entra B2B, B2C e Cross-Tenant Synchronization: entenda as diferenças e quando usar cada modelo

  À medida que as organizações adotam ambientes multicloud, aplicações SaaS e estruturas corporativas distribuídas, a identidade deixa de estar limitada aos funcionários de uma única empresa. Clientes precisam acessar aplicações. Fornecedores precisam colaborar em projetos. Empresas do mesmo grupo precisam compartilhar recursos. Subsidiárias podem possuir tenants Microsoft Entra separados. Apesar de todos esses cenários envolverem identidades externas , eles não são a mesma coisa.  Dentro do ecossistema Microsoft, três conceitos costumam gerar bastante confusão:  Microsoft Entra B2B,  Microsoft Entra External ID para cenários B2C e  Cross-Tenant Synchronization. Os três trabalham com identidades externas, mas possuem objetivos, arquiteturas e casos de uso diferentes. Microsoft Entra B2B: colaboração entre empresas O Microsoft Entra B2B (Business-to-Business) foi criado principalmente para permitir que uma organização colabore com usuários de outras organizações...

Azure Firewall Premium - proteção contra malwares

 


O Azure Firewall Premium protege redes contra malwares sofisticados, com foco no Lumma Stealer, uma ameaça digital cada vez mais prevalente. O Lumma Stealer, também conhecido como LummaC2, é um tipo de “malware‑as‑a‑service” que tem como alvo sistemas Windows para roubar dados sensíveis, como credenciais de acesso, informações financeiras e carteiras de criptomoedas. Em 2025, ele já havia sido responsável por infectar mais de 394 mil computadores, facilitando fraudes em massa .

Desde 2022, o Azure Firewall Premium conta com proteção integrada contra o Lumma Stealer, suportando mais de 2.700 assinaturas de IDPS especificamente voltadas para detectar e bloquear atividades ligadas a esse malware. Essa capacidade faz parte de um conjunto maior de mais de 72.000 regras que são atualizadas diariamente — entre 30 e 50 novos padrões são adicionados todos os dias — garantindo não apenas proteção contra malwares como Lumma, mas também contra phishing, botnets, anomalias de rede e exploits variados. O sistema mantém alta precisão, com menos de cinco falsos positivos relatados desde seu lançamento.

Além das assinaturas, a força do Azure Firewall Premium está em sua integração com a Threat Intelligence da Microsoft, monitoramento de tráfego e capacidade de atuação em tempo real contra domínios maliciosos ou conexões anômalas. Segundo a Microsoft, centenas de tentativas de ataque vinculadas ao Lumma Stealer foram registradas e bloqueadas pela frota global de firewalls.

Para ilustrar o funcionamento do Firewall Premium no ambiente corporativo, considere um cenário típico: o tráfego de saída da rede passa primeiro pelo Azure Firewall, onde uma inspeção de camada 3 a 7, combinada com sinalizações de inteligência contra ameaças, identifica e interrompe qualquer conexão com domínios ou IPs associados ao Lumma. Isso impede que o malware receba comandos ou transmita dados roubados.

Há ainda iniciativas de colaboração global coordenadas pela Microsoft, em conjunto com agências como FBI, Europol e JC3 do Japão, que já resultaram em ações judiciais e desativação de cerca de 2.300 domínios usados para controle e gerenciamento do malware. Essas medidas reforçam as defesas preventivas nas camadas de rede e DNS.

Para empresas que utilizam Azure, recomenda-se enfaticamente adotar o Azure Firewall Premium, especialmente em arquitetura hub‑spoke, como camada central de proteção. A configuração deve incluir políticas de aplicação e de rede no Firewall Manager, habilitar Threat Intelligence, manter a inspeção de IDPS ativa e revisar a geração de relatórios para monitoramento de eventos bloqueados.

Somado ao Azure Firewall, é essencial implementar boas práticas como autenticação multifator, aplicação consistente de patches, uso de antimalware nos endpoints e conscientização de usuários para prevenir engenharia social, phishing ou malvertising . A proteção em múltiplas camadas — rede, endpoint e usuários — é o modelo mais eficaz contra infostealers como Lumma.

Como configurar o Azure Firewall Premium com políticas de segurança e integração com Threat Intelligence

  1. Primeiramente, acesse o portal do Azure e crie um recurso do tipo Azure Firewall Premium
  2. No menu “Criar firewall”, escolha a assinatura e o grupo de recursos onde ele será implantado
  3. Em seguida, atribua um nome descritivo ao recurso e selecione a região
  4. No tipo de firewall, escolha “Premium”. Esse nível permite inspeção profunda (camadas 3 a 7), TLS termination, filtragem DNS e suporte a IDPS
  5. Para implantar corretamente, selecione uma VNet existente ou crie uma nova, assegurando-se de que haja uma subnet exclusiva chamada AzureFirewallSubnet. Se for usar uma arquitetura hub-and-spoke, implante o firewall no hub
  6. Com o firewall criado, vá até a seção “Rules” e configure as regras de Application Rule Collection
  7. Defina regras com base em domínios ou FQDNs (como *.microsoft.com ou domínios suspeitos a bloquear). Para ambientes que exigem controle granular, use “Network Rule Collection” para IPs, protocolos e portas específicas.
  8. Em seguida, ative a Inteligência contra Ameaças
  9. Vá em “Threat Intelligence” e selecione a política de ação como “Deny” para que o firewall bloqueie conexões automaticamente com domínios e IPs sinalizados como maliciosos pelo Microsoft Threat Intelligence Feed. Isso é essencial para detectar e impedir comunicação com servidores de comando e controle (C2) do Lumma Stealer
  10. Agora, habilite a funcionalidade de IDPS (Intrusion Detection and Prevention System). No menu lateral do recurso do Azure Firewall, selecione “IDPS” e defina o modo de operação como “Prevention”. Isso fará com que assinaturas atualizadas automaticamente sejam usadas para inspecionar tráfego e bloquear ameaças conhecidas. Deixe habilitado o log detalhado em Log Analytics para posterior análise
  11. Para gerenciamento centralizado, crie uma Firewall Policy e vincule-a ao Azure Firewall pelo Azure Firewall Manager. Isso permite replicar regras, ativar auditoria e aplicar ajustes rapidamente em múltiplos firewalls, caso sua organização utilize vários pontos de proteção
  12. Por fim, vá à seção de logs e configure o envio de diagnósticos para Log Analytics, Event Hub ou Azure Storage. Isso é importante para criar alertas em tempo real, correlacionar eventos em ferramentas como Microsoft Sentinel e manter trilhas de auditoria.

Após a configuração, teste acessos controlados para validar se os bloqueios estão ativos e acompanhe periodicamente os relatórios de conexões negadas para revisar tentativas de intrusão.

Para mais: 
Recursos do Firewall do Azure Premium | Microsoft Learn

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