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Microsoft Entra B2B, B2C e Cross-Tenant Synchronization: entenda as diferenças e quando usar cada modelo

  À medida que as organizações adotam ambientes multicloud, aplicações SaaS e estruturas corporativas distribuídas, a identidade deixa de estar limitada aos funcionários de uma única empresa. Clientes precisam acessar aplicações. Fornecedores precisam colaborar em projetos. Empresas do mesmo grupo precisam compartilhar recursos. Subsidiárias podem possuir tenants Microsoft Entra separados. Apesar de todos esses cenários envolverem identidades externas , eles não são a mesma coisa.  Dentro do ecossistema Microsoft, três conceitos costumam gerar bastante confusão:  Microsoft Entra B2B,  Microsoft Entra External ID para cenários B2C e  Cross-Tenant Synchronization. Os três trabalham com identidades externas, mas possuem objetivos, arquiteturas e casos de uso diferentes. Microsoft Entra B2B: colaboração entre empresas O Microsoft Entra B2B (Business-to-Business) foi criado principalmente para permitir que uma organização colabore com usuários de outras organizações...

Abuso do Windows Security Center: Entendendo e combatendo o caso Defendnot




O Defendnot é uma ferramenta recentemente desenvolvida que explora uma vulnerabilidade no Windows Security Center (WSC) para desativar o Microsoft Defender, o antivírus nativo do Windows. Criada pelo pesquisador conhecido como “es3n1n”, a ferramenta registra-se como um antivírus falso, induzindo o sistema a desativar o Defender automaticamente para evitar conflitos entre soluções de segurança.

Como o Defendnot funciona

O Windows Security Center utiliza uma API (Interface de Programação de Aplicações) que permite que softwares antivírus informem sua presença ao sistema operacional. Quando um antivírus legítimo é instalado, ele se registra no WSC, e o Windows desativa o Defender para evitar redundância. O Defendnot aproveita-se dessa funcionalidade ao:
  1. Criar um antivírus falso: Desenvolve uma DLL (Biblioteca de Link Dinâmico) que simula um antivírus legítimo.
  2. Injetar a DLL em um processo confiável: Utiliza o processo do Gerenciador de Tarefas (taskmgr.exe), que é assinado digitalmente pela Microsoft, para hospedar a DLL falsa.
  3. Registrar-se no WSC: A partir do processo injetado, o Defendnot registra o antivírus falso no WSC, que, por sua vez, desativa o Microsoft Defender.
Esse método não utiliza código de antivírus existentes, evitando problemas legais relacionados a direitos autorais.

Implicações de Segurança

A utilização do Defendnot representa um risco significativo à segurança dos sistemas, pois desativa a proteção antivírus nativa sem o conhecimento do usuário. Isso pode deixar o sistema vulnerável a malware e outras ameaças

  1. Monitoramento de Processos: Administradores de sistemas devem monitorar processos suspeitos, especialmente aqueles que injetam DLLs em processos confiáveis como o taskmgr.exe.
  2. Políticas de Grupo: Implementar políticas de grupo que restrinjam a capacidade de processos não autorizados se registrarem como provedores de segurança no WSC.
  3. Ferramentas de Segurança Avançadas: Utilizar soluções de segurança que detectem comportamentos anômalos, como tentativas de desativar o antivírus nativo.
  4. Atualizações Regulares: Manter o sistema operacional e o Microsoft Defender atualizados para garantir que vulnerabilidades conhecidas sejam corrigidas.

Prevenção: medidas para evitar o ataque

  • Utilize Privilégio Mínimo com PAM (Privileged Access Management).
  • Nunca permita que usuários comuns tenham permissões para registrar serviços de segurança.
  • Use Microsoft Defender for Endpoint, Sentinel ou outro SIEM para alertar registro de novos provedores AV no WSC e mudança de estado do Microsoft Defender para inativo.
Implementar AppLocker ou WDAC (Windows Defender Application Control)

  • Bloqueie execução de binários e DLLs não assinados ou fora da whitelist.
  • Controle rigoroso sobre DLL injection e execução em processos sensíveis como taskmgr.exe.
  • Desabilitar o comportamento padrão do WSC via GPO
  • Políticas podem ser aplicadas para que o Defender não seja desabilitado automaticamente mesmo que outro “antivírus” seja detectado (via DisableAntiSpyware ou ForceDefenderOn).
  • Mantenha o sistema e o Defender atualizados.

Detecção e Resposta (Remediação)


Detecção de DLL injection em processos críticos
  • Ferramentas como Sysmon (com regras específicas), Microsoft Defender for Endpoint ou EDRs avançados podem detectar:
        ImageLoad de DLLs desconhecidas em processos como taskmgr.exe, explorer.exe, etc.

Reverter estado do Defender

Execute:

Set-MpPreference -DisableRealtimeMonitoring $false

Verifique se o Defender está ativo com:

Get-MpComputerStatus


Excluir registros maliciosos do WSC

  • Utilize ferramentas como SecurityCenter2 no Registro:
reg delete "HKLM\SOFTWARE\Microsoft\Security Center\Provider\Av" /f
  • Reinicie os serviços do Security Center:
Restart-Service wscsvc

Reforçar auditoria

Configure logs adicionais no Event Viewer para:

Event ID 16 (Microsoft-Windows-SecurityCenter)

Event ID 1116 (Microsoft Defender desativado)

Realizar varredura completa

Execute sfc /scannow e Windows Defender Full Scan.

Use o Microsoft Safety Scanner como ferramenta complementar.

Educação e Cultura de Segurança

  1. Oriente a equipe sobre o risco de ferramentas que “parecem legítimas” mas usam APIs de forma maliciosa.
  2. Inclua esse cenário em simulações de resposta a incidentes (IR Tabletop Exercises) Playbook de Resposta a Incidentes: Desativação Indevida do Microsoft Defender via WSC Spoofing

Detecção


Gatilhos de Alerta
  • Microsoft Defender foi desativado sem ação administrativa conhecida.
  • Registro de novo “provedor de antivírus” no Security Center.
  • Injeção de DLL em processos confiáveis como taskmgr.exe, explorer.exe, lsass.exe.

Fontes de Log Relevantes

  • Sysmon: Event ID 7 (DLL Loaded), Event ID 10 (Process Access)
  • Windows Defender: Event ID 1116 (proteção em tempo real desativada)
  • SecurityCenter2: HKLM\SOFTWARE\Microsoft\Security Center\Provider\Av
  • Event Viewer: Microsoft-Windows-SecurityCenter, Microsoft-Windows-Windows Defender

Contenção imediata

  • Isolar o dispositivo da rede via Intune, Defender for Endpoint ou NAC.
  • Revogar credenciais associadas ao endpoint comprometido.
  • Suspender sessões administrativas ativas.

Verificação de persistência
  • Buscar presença de DLLs maliciosas (ex: %temp%, %AppData%)
  • Auditar tarefas agendadas e chaves de execução automática: HKLM\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Run
Task Scheduler

Erradicação

Remoção do registro AV falso
  • reg delete "HKLM\SOFTWARE\Microsoft\Security Center\Provider\Av" /f
Restart-Service wscsvc

Reativar o Microsoft Defender
  • Set-MpPreference -DisableRealtimeMonitoring $false Start-MpWDOScan

Remover a DLL maliciosa
  • Use Autoruns para identificar e excluir persistência.
  • Apague arquivos suspeitos manualmente ou via script PowerShell.

Recuperação


Verificar integridade
  • Rodar sfc /scannow
  • Executar varredura completa com Microsoft Defender ou EDR.

Reativar conexão do dispositivo
  • Após validação e verificação de conformidade, permitir reingresso na rede.

Pós-Incidente

Relatório
  • Descrever vetor de ataque (registro falso + DLL injection)
  • Medidas adotadas: contenção, limpeza, remediação

Lições aprendidas

  • Atualizar regras no SIEM para detectar manipulação do WSC.
  • Implementar AppLocker/WDAC para impedir injeções.
  • Habilitar Defender Tamper Protection via GPO/Intune: Set-MpPreference -EnableTamperProtection $true

Testes
Rodar simulações de injeção de DLL como Red Team ou adversary emulation.
Validar se controles detectam e bloqueiam tentativas similares.
Restringir acesso administrativo
Monitorar registro no WSC (Windows Security Center)

Para acesso ao código fonte do Defendnot, cnfira o repositório original no GitHub: 
GitHub - es3n1n/defendnot: An even funnier way to disable windows defender. (through WSC api)

Mais informações: Defendnot Tool Exploits Windows Security Center to Disable Defender


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